A IMPORTÂNCIA DA INTELIGÊNCIA NO SETOR PRIVADO

O ambiente empresarial se mostra cada vez mais competitivo e complexo, onde a obtenção de informação torna-se um fator de primordial importância para sua correta interpretação e a tomada de decisão mais assertiva.

Atualmente, todo ato decisório nas empresas deve estar lastreado em subsídios oportunos e, quando possível, amplos e seguros, dentro de uma frenética valorização do Conhecimento.

Entretanto, já não basta conhecer os fatos e as situações de interesse para as ações empresariais, mas torna-se cada vez mais indispensável negar o conhecimento desses fatos ou situações a quem, no interesse daquelas e de seus stakeholders, não deva conhecê-los.

De acordo com pesquisa realizada pela revista Fortune dentre as 1000 maiores empresas americanas, estima-se uma perda com furto de Capital Intelectual em torno de US$ 400 bilhões/ano.

Segundo preconiza Robert David Steele¹, em seu livro “On Intelligence Spies and Secrecy in an Open World”, publicado pela AFCEA² International em 01 de março de 2000, “A Contrainteligência não pode ser tratada como uma disciplina separada, em isolamento; deve permear todos os aspectos das operações nacionais, da mesma maneira que a "administração“ atravessa todas as fronteiras; bem como deve migrar para o setor privado. Nossas corporações devem aprender a proteger sua propriedade intelectual, da qual depende o valor do acionista e, consequentemente, nossa economia nacional.”

O maior problema que as empresas enfrentam, nesse sentido, é sua própria ignorância em reconhecer que a as ações de Espionagem representam uma grave ameaça.

Assim, cresce de importância, como ferramenta, o emprego da Atividade de Inteligência no ambiente empresarial, baseada em seus dois ramos, a Inteligência e a Contrainteligência, a primeira voltada para a produção de Conhecimentos e orientada pelas oportunidades, e a segunda, voltada para a proteção do Conhecimento e orientada pela existência de ameaças.

Para atuar de forma competitiva, num mundo globalizado, avulta de importância que as empresas passem a criar e manter em suas estruturas organizacionais um Setor de Inteligência Empresarial, como uma política de gestão corporativa que deva ser perseguida, na busca por vantagens competitivas. Aquelas empresas que percebem a importância estratégica de tal proposição, de forma consciente, estão na vanguarda da inovação, com plena capacidade de saírem na frente da concorrência e criarem vantagens competitivas.

Para viabilizar a criação de um Setor de Inteligência Empresarial torna-se um fator primordial a mudança da cultura da organização, tanto na obtenção, operacionalização, compartilhamento, organização e proteção das informações, quanto na institucionalização da governança corporativa.

As empresas necessitam tomar consciência de como proteger seus ativos tangíveis e intangíveis contra eventuais ameaças, sejam elas externas ou internas, materializadas por seus concorrentes ou por seus colaboradores, respectivamente. Estes últimos, motivados por um sem número de fatores, podem vir a se transformar em verdadeiras Ameaças Internas ao realizar atos nocivos ou não autorizados, por malícia ou desrespeito, no momento em que seus comportamentos se afastam das políticas organizacionais estabelecidas, passando a oferecer risco potencial de vazamento de Conhecimentos vitais para a manutenção dos negócios de uma empresa.

É impossível operar com risco zero, entretanto é necessário minimizar as chances de os riscos ocorrerem, dentro de uma Gestão de Riscos eficiente, inserida na cultura da organização.

Hoje, o capital intelectual representa a maior parcela do valor das empresas, sendo este ativo corporativo muito mais suscetível às ações de Espionagem, em uma época de transição de uma economia globalizada de ativos tangíveis para uma em que os ativos intangíveis podem vir a representar até 81% do valor da empresa, segundo a Standard & Poor's, divisão do grupo McGraw-Hill, que publica análises e pesquisas sobre bolsas de valores e títulos, constituindo-se em uma das três maiores agências de classificação de risco, ao lado da Moody's e da Fitch Ratings.

Por isso, estamos aqui, para ajudar a sua empresa a alavancar e proteger os seus negócios, prestando serviços de Inteligência e Contrainteligência Empresarial, com excelência e ética, e buscando o pleno atendimento dos seus objetivos organizacionais, a partir de soluções próprias, inovadoras, modulares e customizadas



[1] Ex-funcionário da Central Intelligence Agency (CIA).

[2] Associação sem fins lucrativos que atende os setores militar, governamental, industrial e acadêmico como um fórum para promover o conhecimento profissional e os relacionamentos nas áreas de comunicações, tecnologia da informação, inteligência e segurança.



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